Blog | Seguro de Eventos – Seguro de Eventos https://eve.segurodeeventos.com Fri, 21 Jul 2023 14:06:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 A ESCOLHA DA ROTA DE FUGA https://eve.segurodeeventos.com/a-escolha-da-rota-de-fuga/ https://eve.segurodeeventos.com/a-escolha-da-rota-de-fuga/#respond Fri, 21 Jul 2023 14:06:55 +0000 https://www.segurodeeventos.com/?p=2938

Quando estamos num estádio, teatro, arena, aeroporto, ou qualquer outro local que não conhecemos bem, existe pelo menos uma rota de fuga conhecida. Esta rota é o percurso inverso que foi feito para o acesso.

Além desta conhecida, é provável que também existam outras rotas de fuga desconhecidas, incluindo aquelas de emergência. Mesmo que sinalizadas, elas são desconhecidas.
Numa emergência a rota de fuga escolhida tende a ser aquela conhecida, em detrimento das desconhecidas. Essa escolha baseada na experiência própria pode sobrecarregar algumas rotas e fazer com que outras sejam subutilizadas.

As rotas de emergência, por definção, não são de uso frequente. Para que as rotas de emergência sejam utilizadas quando necessário, é preciso que haja incentivo para que os usuários as utilizem. Este incentivo compreende a sinalização ostensiva, a orientação do staff local, mensagens de voz e iluminação. É necessário uma ação ativa do gestor do local para influenciar o comportamento do público.

A sobrecarga de uma rota de fuga é prejudicial e pode comprometer a segurança de todos.
Cabe ao gestor a responsabilidade de capacitar o público, através destes incentivos, a fazer suas escolhas corretamente garantindo o adequado uso das instalações e o bem estar dos usuários.

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Santa Maria, Pinta, Nina e o Titan https://eve.segurodeeventos.com/2925/ https://eve.segurodeeventos.com/2925/#respond Wed, 28 Jun 2023 15:32:10 +0000 https://www.segurodeeventos.com/?p=2925 Por Fernando Saldanha

 

A frota de Cristóvão Colombo era composta por três embarcações: a Santa Maria, a Pinta e a Nina. O submergível que foi implodido na semana passada tinha o nome de Titan. Colombo teve sucesso, enquanto o Titan acabou implodindo. Antes do sucesso de Colombo, inúmeras embarcações naufragaram na tentativa de cruzar o Oceano Atlântico, e muitas outras naufragaram posteriormente.

Hoje, pouquíssimas pessoas embarcariam em uma caravela para cruzar os mares. No entanto, a frota de Cabral, que partiu de Portugal em 1500, levava uma parcela significativa da população masculina de Portugal (algo próximo a 0,5% da população masculina ativa). Naquela época, embarcar em uma caravela não era considerado uma extravagância. Hoje, com certeza, seria considerado temerário embarcar em uma ‘casca de noz’.

A percepção de risco possui um viés cultural que varia com o tempo e o espaço. O que consideramos um risco inaceitável pode ser considerado aceitável em algum outro lugar, ou já pode ter sido considerado aceitável.

A civilização avança quando reduzimos o risco, quando diminuímos nosso desconhecimento e nossas incertezas. As grandes navegações foram um sucesso porque os navegadores do final do século XV tinham à sua disposição conhecimento dos ventos e correntes marítimas, e novas técnicas de navegação. As incertezas haviam sido reduzidas.

Gerenciar risco é ampliar nosso conhecimento sobre o que pode ser gerenciado, reduzindo as incertezas. O risco de um acidente acontecer nunca será zero em qualquer atividade. Trabalhamos para reduzir a possibilidade de um acontecimento adverso, mas nunca haverá um risco zerado.

O gerenciamento de risco, quando trabalhamos em um ambiente conhecido, é determinado por leis, normas e boas práticas. Quando trabalhamos em um ambiente desconhecido e inovador, o gerenciamento de risco é pautado por nossos valores pessoais e pelos valores da sociedade. Somente após haver um conhecimento acumulado é que normas e padrões são estabelecidos.

O Titan navegava nesse meio, entre o ambiente novo e desconhecido e o ambiente regulado e normalizado.

 

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